segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Pedaladelas - Esposende - 8 de Novembro de 2009

Olá Pessoal Pedalante

Este blog tem estado sem nada de interessante para colocar, meteram-se as férias, a falta de vontade e os treinos têm sido poucos, embora a forma seja cada vez melhor, mais arredondada.

Mas este fim de semana, finalmente, houve a participação num evento interessante, mais um Passeio das Pedaladelas, a secção feminina do FórumBtt.
Desta vez coube a vez ao Norte de acolher o evento, já que embora haja muitas mulheres a pedalar no norte, parece que poucas gostam de se juntar no Forum, mesmo assim conseguiu-se juntar um número razoável, houve algumas inscrições que não apareceram com medo da chuva, mas creio que quem foi, não deu por perdida a manhã, já que foi uma fantástica manhã de btt com todos os ingredientes, alguma chuva fraquinha não deu para assustar, havia alguma lama e algumas poças de água, felizmente acho que ninguém foi ao mergulho.
Das cerca de 50 inscrições previstas, com 2o e poucas meninas, pelo menos 15 guerreiras apareceram.
Aqui o secretariado junto às Piscinas de Esposende, senti a falta das filas habituais em Esposende ...
o cor de rosa imperava ..ou não fosse um passeio feminino...
Foram cerca de 50 kms com muito boa disposição, em ritmo de passeio, ninguém se aleijou o que é sempre bom, interessante também é que as senhoras presentes não registaram avarias nem furos que eu visse, já os homens ... enfim .. vários furos pelo menos houve.
Um cheirinho do Caminho de Santiago pela costa, junto ao Rio Neiva, engraçado mas durinho .. quase todo percorrido à mão.
O ponto alto foi mesmo o reabastecimento, que ninguém esperava, e com salame de chocolate feito pela anfitriã Riplas, com mais uns bolinhos, água e até champanhe houve. E foi ponto alto,, até porque a partir dali foi quase sempre a descer, já ali tivemos um reabastecimento da maratona de Esposende o luso-galaico, no ano passado.
No final um banho quente nos balneários das piscinas, sem direito a filas intermináveis, como quando é a maratona do Luso-galaico. Cada vez tenho menos saudades das provas e mais deste género de passeios no ritmo da amizade e da boa disposição.
Podem contar com a minha presença sempre que houver passeios destes, é disto que gosto, conviver numa manhã de btt, rematada no final com um almoço convívio, bem pela hora ... foi mais lanche, quando saímos do restaurante já era de noite, mas muito bem servidos e satisfeitos.

Abraço e boas pedaladas
João Vaitu63

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Gaia - Fátima, 22 e 23 de Agosto de 2009


Olá Pessoal Pedalante

Um convite do Sérgio "Piu-Piu" para fazer um passeio a Fátima já no início do ano, andou em congeminação vários meses, esteve quase para não acontecer, esteve para ser noutros moldes de viagem, acabou por se decidir fazer em 2 dias, uma primeira parte mais rolante junto à costa até Monte Real, contavamos fazer cerca de 160 kms, acabamos por fazer 182 kms, onde pernoitamos e no dia seguinte fazer o resto do percurso mais cerca de 43 kms.
Tentando aproveitar a parte mais fresca do dia para se andar o mais possível, marcou-se para sair o mais cedo possível, ainda não era dia, concentração 5h30 para sair às 6h. Compareceram à chamada matinal, eu desta vez ia de Trek mas com pneus 1,2, o Nuno "Tweeter"Carvalho com a sua Decathlon, agora com pneus 1,5 próprios para rolar melhor e o Bruno "Ags" Pereira, com a sua AGS, talvez a bike menos preparada para rolar com mínimo atrito, mas compensada com uma boa forma física não tanto a andar de bike, mas que se aguentou muito bem.
O Sérgio "Piu-Piu" ( e já vos explico a origem do nome Piu piu ... eheheh) não apareceu a horas nem atendia o tlm, ficou a dormir mais uma vez. Aguentamos quase até às 6h30, como ele não aparecia, decidimos arrancar da RTP.
O carro seria conduzido pelo Leandro, que viria mais tarde conforme o combinado reunir-se a nós mais para a frente, para os lados de Vagos.
Primeira parte do percurso planeada, era chegar de Gaia a São Jacinto, cerca de 60 kms, para apanhar o ferry-boat que saía às 9h40. Como já levávamos um pequeno atraso o percurso foi feito o mais rápido possível, não sem uma pequena paragem "técnica", tinha previsto tomar o café na Granja, mas o café estava ainda fechado, acabou por se parar em Espinho numa padaria perto da estação ferroviária, que já estava aberta e onde tomamos o cafézinho da ordem.

Mesmo na hora, deu para relaxar os músculos e retomar viagem novamente. Diga-se que a temperatura ainda era baixa quando saímos da RTP, pelo ainda trouxemos os casacos térmicos vestidos e deram bastante jeito, porque apesar de nos fazer transpirar um pouco, mantinha-nos aquecidos e confortáveis. Engraçado que pela primeira vez senti a diferença de rolar em grupo, tipo contra-relógio por equipas, sem nada termos combinado, íamos-nos revezando à vez na tarefa de puxar pelo grupo, sendo que quem vinha na roda, sempre descansava um pouco, o que também contribuiu que o ritmo fosse bem elevado sem puxar demasiado.
Depois do Furadouro, tempo para petiscar a primeira banana ou barra energética, para continuar com força para o resto e até que chegamos a São Jacinto, ainda o ferry não tinha atracado no cais, tempo para enquanto esperávamos pelo barco, entrar numa pastelaria e reforçar o pequeno-almoço.
Travessia para o outro lado, na área portuária de Aveiro, aqui comecei a lamentar não ter trazido o mapa das estradas ou o Gps do carro, por que a falta de sinalização fez-nos andar um pouco às aranhas, mas nada que perguntando a alguém que passava, de bike obviamente, nos indicasse a direcção certa para onde nós queríamos ir. Em direcção à Gafanha da Encarnação, logo retomamos o rumo certo, sol do nosso lado esquerdo, indicava que seguíamos rumo ao Sul como desejávamos. Entretanto um telefonema do Leandro que estava a caminho para se reunir a nós, fez-nos derivar um pouco a rota prevista, eu tinha previsto seguir sempre junto às praias em direcção à praia de Mira e só aí ir à EN109, acabou-se por rumar a Vagos para nos reunirmos com a carrinha, a fim de reabastecer de água principalmente.
Neste ponto já contávamos com 90 kms nas pernas, o Bruno começou a ressentir-se um pouco do esforço inicial,e achou prudente recolher a bike na carrinha, e, como o Leandro tinha trazido a sua pasteleira na carrinha, com um selim antigo daqueles com molinhas e tudo, resolveu fazer uns quilómetros a acompanhar-nos, enquanto nós reabastecíamos ele equipou-se, encheu o pneu que vinha vazio e pôs-se ao caminho ao nosso lado. Passado poucos quilómetros o Nuno notou que ele tinha ficado para trás, nós já tínhamos abrandado o ritmo para que ele não ficasse sozinho, parámos e lá vinha ele com a bicicleta pela mão e com o pneu em baixo.

Entretanto o Bruno que tinha ficado a conduzir a carrinha chegou e bike dentro da mala, e Leandro a fazer de repórter de imagem, tirando-nos algumas fotos em andamento, às vezes em posições mais ou menos acrobáticas. Entretanto o nosso amigo Sérgio, que até era o culpado de termos feito este projecto, tinha ligado e vinha a caminho, conseguiu apanhar-nos logo a seguir à Tocha, fazendo o resto do percurso com nós, depois de a boleia de carro dele ter voltado para casa.
Aqui o Sérgio ganhou nova alcunha, piu-piu, já que bike dele fazia um enervante chiado de qualquer coisa a roçar em qualquer coisa, que chiava pelo caminho fora, a única vantagem é que não nos deixava adormecer, e nem precisávamos de olhar para trás para saber que o Sérgio trazia o passarinho logo ali atrás de nós.
Nesta altura é que as coisas começaram a aquecer, antes da Figueira da Foz uma elevação, Serra da Boa Viagem, prenúncio de um bom augúrio para nossa tarefa e o calor começou a apertar. Nesta altura o Leandro e o Bruno resolveram ir almoçar, e fizeram eles muito bem, já que nós tínhamos previsto não fazer paragens para almoço, alimentando-no apenas com o que levávamos, barras e água, o que não contávamos é que eles demorassem 4 horas a voltar a aparecer depois de almoçados.
A seguir à Figueira da Foz a Estrada Nacional 109, começa a derivar para o interior em direcção a Leiria, com o adiantar da hora e o calor a apertar cada vez mais, e quase sem água e já tinha entrado em "modo de poupança de água", precisei mesmo de fazer uma paragem técnica, tinha vontade de urinar e não conseguia a não ser que saíssem uma pingas que ardiam como se estivesse a drenar vidro moído, mau sinal, isto é desidratação pensei eu, puxei dos galões e "ordenei" uma paragem para reposição de líquidos, num café que estava do outro lado da rua, com uma esplanada à sombra muito convidativa, eram 14h37, levávamos cerca de 140 km percorridos, era mesmo preciso acalmar o ritmo alucinante que levávamos.
Foi mesmo o que precisava, uma cola fresquinha caiu tão bem, açúcar, cafeína e líquido fresco para arrefecer o "radiador".
Retomou-se novamente o caminho, claro que agora cada vez que se parava, custava imenso a voltar a sentarmos-nos no selim, o rabo clamava por clemência, mas ainda faltava um pouco percurso para chegarmos ao hotel, onde nos esperava uma piscina para refrescar.
Algum tempo depois a carrinha reuniu-se novamente a nós, onde pudemos repôr água nos bidões, e passar alguma água na cara e na cabeça antes de retomar o caminho, estávamos perto, embora não tivéssemos bem a noção do caminho que nos esperava, se subia ou se descia, e as indicação na estrada eram muito limitadas.
Nesta altura começavam a chegar ao limite as nossas forças e o nosso discernimento, curiosamente nem me sentia muito cansado, aproveitando cada descida para rolar à máxima velocidade aproveitando tudo, já que nas subidas ia-me mais abaixo, o Sérgio já não ia muito bem também, o Nuno só se queixava de algumas dores num joelho mas ia-se aguentando também.
Mas lá se conseguiu chegar a Monte Real, 15h30, com cerca de 9 horas decorridas desde a nossa partida, com 8 horas e 15 minutos a pedalar, 182kms, tinha batido o meu recorde de distância percorrida num só dia.
Tempo de fazer o check-in e tomar uma rápida banhoca para tirar o pó e o suor, e entrar pela piscina dentro, que bem soube aquela água fria nas pernas.
Ainda deu para descansar um bocado antes de se ir jantar, nem procuramos mais, o hotel onde ficamos, Hotel Flora, servia jantar tipo buffet, não era nada de especial mas ninguém estava com vontade de andar à procura de restaurante e servia perfeitamente para repôr as energias.
Ainda virei a acrescentar mais fotos, mas agora só tenho as minhas.

Continua.. no segundo dia ...eheh .. aí é que custou muito

No dia seguinte, depois de uma muito mal dormida noite, lá tomamos um excelente pequeno almoço no hotel, e preparamos para nos fazer ao resto do caminho que faltava, cerca de 40 kms.
O tempo até parecia querer ajudar, escondendo o sol à nossa partida, mas bem pouco tempo depois viria a descobrir, aquecendo-nos bem as costas pelo caminho. Sabia-se que seria bastante duro, já que de Leiria até Fátima, o Nuno já no ano passado tinha percorrido esse caminho, sabíamos que seria sempre a subir quase sempre, sem grandes sítios para repousar.
Até Leiria foi-se bem, éramos 4, eu e o Nuno, totalistas até ali, mais o Sérgio com o seu "Piu-piu" e o Bruno. O grupo parecia que ia num tabuleiro, quando se descia, eu e o Sérgio vínhamos para frente, quando se subia, o Bruno e Nuno avançavam para a frente, mais levezinhos não lhes custava tanto a subir, quando tocava a descer o nosso peso servia de lastro para sem esforço ganhar mais velocidade e passa-los novamente.

Tá claro que comboios e aviões nunca me passam despercebidos...E aqui o castelo de Leiria...
Em Leiria perdemos de vista a carrinha conduzida pelo Leandro, e a meio seria bem preciso abastecer de água o pessoal, até porque facilitei um pouco devido ao tempo estar encoberto à partida, levando pouca água, entrei em modo de poupança de água novamente, mesmo assim conseguimos atingir a parte mais alta da serra e depois seria a descer até Fátima, passando por um ponto onde aqui à tempos tínhamos participado num passeio que não tinha deixado muito boas recordações, bastou para isso chegarmos ao fim e já não haver almoço para nós, além do resto que nesse dia não correu nada bem, mas enfim ... outra história...
Chegados ao recinto do Santuário, andamos a fintar os sinais de proibição de passagem a bicicletas e a segways, mas com a bike à mão, conseguimos entrar o suficiente para tirar as fotos da praxe, que provam que chegamos lá, uns mais que outros ... mas chegamos todos.
Diz o Sérgio ... eu vou ali acender uma vela e volto já ...
Tou ... é do Twiter ??... então "twitem" aí que nós já chegamos .. ok??
Aqui o Bruno ... a hidratar... eu fui hidratar uma cervejinha ali ao lado ... eheh ... isto passeios sem o Sílvio não tem a mesma piada... anda-se muito é verdade ..mas nunca se passa tanta sede, verdade seja dita...
E a foto de família tirada pelo nosso motorista ... Leandro ...
E agora tempo para as estatísticas:
Dia 1: 181,60 Km,
em 8h15m,
velocidade média 22km/h,
velocidade máxima 59,5 Km/h,
742 metros de acumulado de subidas

Dia 2: 43,18 Km
em 2h28m
velocidade média 17,5 Km/h
velocidade máxima 53,6 km/h
630 metros de acumulado de subidas

E está claro que um esforço destes tinha de ser compensado com uma viagem até à Mealhada, mais propriamente a Avelãs do Caminho, para comer o belo do leitão ou da leitoa, onde à tantos anos o pessoal da RTP fiel e pacientemente gosta de dizer que leitão é..."Na Casa Queiroz é onde o leitão espera por nós" e eu que o diga que sou cliente aqui à 22 anos, com o vinho espumoso da região bem fresco, rematando no final pela bela torta de laranja da casa...um final divino como convinha naturalmente ... acabamos de almoçar eram 17 horas ..mas valeu bem a pena a espera...
não era desta leitoa de certeza ... mas que tinha bom aspecto também.. isso também tinha...
e até ao próximo desafio ... para já vou de férias .. e as bikes desta vez não vão... ficam em casa, espero ter saudades para quando vier voltar a andar ...

Abraço e boas pedaladas
João Vaitu63

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

I Passeio de Oledo - Idanha-a-Nova - 9 de Agosto

Olá Pessoal Pedalante

Um belíssimo passeio organizado pelo Pessoal do BTT Oledo, nomeadamente o casal Manel "Adgio" e a Beta "Sun", e ajudados obviamente pelos irmãos Bruno e Tiago, passeio apesar de ser Agosto correu muito bem, apesar de com o correr da manhã começar a haver algum calor.
Como já sabia para onde ia, preparei-me o melhor possível, levei bastante água fresca que seria o principal, saber gerir a quantidade de água a beber sem esgotar o camelbak.
Passeio bem marcado, embora levasse o track carregado, quase nem precisava de olhar para ele, foi sempre a andar. Cerca de 41 kms em 3h17m, uma boa média 13 km/h, Cheguei nas calmas a desfrutar o passeio, bem a tempo do almoço, depois de um banho tomado ao ar livre quando chegamos, eu e o Ricardo, o meu sobrinho.
Neste passeio também tive a companhia do Carlos "Penatábua" e da Marta "KomKeda", pela primeira conheci o Filipe, um natural de Oledo que vive em Rio Tinto, mais uma possível companhia nos trilhos de cá.
Aqui a Marta já tinha perdido o medo de descer ... descida da Serra de S.Miguel da Acha, quase a chegar ao fim ...
Espero ainda vir a recolher mais fotos, eu tirei muito poucas ... até já ...
As fotos do Tiago...

Abraço e boas pedaladas
João Vaitu63

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Passeio na Ria de Aveiro - 2ª vez - 14 de Julho

Olá Pessoal Pedalante

A repetição de um passeio que gostei, agora desta vez com a companhia dos meus sobrinhos, os moços andam mesmo a precisar de treinos leves, pelo que um percurso sem dificuldades para eles também conhecerem.
Um passeio descontraído sem a pressão de ter de andar rápido por ter de vir trabalhar (como da primeira vez) .... e pela primeira vez consegui tirar fotos da equipa vestida de igual, até parecíamos uma equipa de ciclismo a andar ... eheheh ... só faltaram mesmo os meus filhos, para estarmos com os 5 jerseys iguais... ainda tenho esperança de um dia ter os 5 reunidos à volta das bikes ...
Foi um bom passeio e treino, abaixo das 3h, 53 kms à media de 19 km/h, havia algum vento a contrariar e desta vez não fomos andar na areia, cortei 7 kms ao track original e fizemos o regresso pela estrada ... não havia necessidade de ir andar pela areia.

Abraço e boas pedaladas
João Vaitu63

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Passeio/Piquenique às Fisgas do Ermelo - 04 de Julho de 2009

Boas Pessoal Pedalante

Andava com vontade de repetir uma daquelas aventuras de Btt, a pedalar o dia todo pelas montanhas em autonomia total ou quase.
Um convite do meu sobrinho Pedro para ir fazer um piquenique nas Fisgas do Ermelo, teve uma resposta minha afirmativa mas, na condição de já que ia, conhecer alguns pontos na zona do Marão e do Alvão, alvo de muitas crónicas de afamados bikers da zona norte.
Convidei o Sílvio Ferraz, que nunca diz que não sempre que se fala em montanhas e então no Marão, e que trouxe também o Joel "Ucraniani" para nos fazer companhia.
Passamos parte da semana a perpectivar o percurso, sugerindo isto, retirando aquilo, até que o Sílvio sugeriu este percurso, subida pela encosta do Marão, até se atingir quase o ponto mais alto, seguindo um track de um passeio de Inverno dos Bilabikers de Vila Real, já que íriamos partir de Vila Real, algumas ligações traçadas no Google Earth e mais uma parte de um percurso do grupo do Major Lobo Solitário e Indy. Tudo somado não sabíamos bem que altimetria nos esperava mas que ia ser muita .. isso tínhamos consciência. Nada que nos assustasse .. à partida pelo menos.
Como o pessoal que era de Vila Real estava um pouco receoso de fazer tantos quilómetros a subir, optamos por dividir-nos em dois grupos, um seguiria por estrada até às Fisgas, e nós seguíriamos quase sempre por terra até atingirmos o mesmo ponto, embora mais tarde.
Não estou nada arrependido .. passamos por paisagens magníficas que de outro modo iriam passar despercebidas e alcatrão, já a gente percorre muito perto de casa.
um "emburrafamento" não se desviavam nem por nada foram quase um quilómetro na nossa frente .. teimosos que nem burros....
até que atingimos o estradão que passa pelas eólicas do Alvão ... um dos objectivos estava alcançado .... até ali tinha sido sempre a subir ... agora ainda ia continuar a subir mas menos ingreme só que o piso do estradão obrigava a manter um ritmo constante para as rodas não se enterrarem na gravilha .. e ao fim de uns quilómetros assim ia doendo nas pernas... o único stress possível de acontecer aqui ... um pequeno engarrafamento com um rebanho de cabras ...
tá quase...
eu vinha a admirar a paisagem ... deslumbrante ...
Aqui bati o meu record em altura ... acima dos 1200 metros .. com mais de 1000 metros de acumulado de subidas com cerca de 30 km's percorridos até ali ... e ainda faltava um bocado para chegarmos ao piquenique... mais 10 km's ...
Aqui era sempre a descer ... fomos embalados nem uma fotografia à Barragem Cimeira se tirou .. a fome já apertava queríamos era reunirmo-nos com o resto da família ...a seguir Lamas de Olo com os seus típico telhados de colmo ...
o outro lado do Alvão ... mais vegetação .. mais fresco...
o Rio Olo serpenteando pelos montes fora .. aquela zona onde fizemos o piquenique não era a única piscina natural que havia .. será talvez a mais frequentada e onde os carros poderão chegar mais abaixo talvez...Até que atingimos o ponto do piquenique ... 40 kms depois da partida e quase 6 horas a pedalar ..Confesso que o que me melhor soube foi poder molhar-me nestas águas tão transparentes e arrefecer um pouco o corpo, principalmente as pernas..
Até francesinhas tinha de molho .. este rio é mesmo uma jóia da natureza ...
Forças recuperadas depois de comer qualquer coisa, fome é coisa que até nem tinha muita, comi mesmo só por ter de recuperar alguma força, e estava num grande dilema, vou com eles ou vou de carro ... o orgulho e a vaidade falaram mais alto .. meti-me com eles ao caminho .. seja o que Deus quiser ... vou até onde puder.. pelo menos enquanto não for de noite ...
Não foi nada fácil ... mesmo por estrada, foi preciso subir da cota 20o até quase aos 1000 metros de altitude, a primeira parte até ao alcatrão subi a pé, mas depois no alcatrão fui subindo mantendo um ritmo lento cadenciado e sempre constante, fui quase até ao topo, mas os tendões na coxa pediam tréguas do esforço, até que os carros dos nossos familiares nos apanharam eu já seguia a pé, completamente sem força e derrotado para continuar, embora sabendo que estava quase a atingir o topo da montanha e que dali para a frente até Vila Real seria sempre a descer, optei mesmo por vir no carro. Os outros continuaram até ao fim ...
As estatísticas .. eu fiquei-me pelos 60 km's .. eles foram até aos 83 km's com 2572 metros de acumulado de subidas ...
Mas isto é um passeio fabuloso a um dos locais mais lindos da natureza em Portugal, um das maravilhas da natureza, felizmente ainda pouco tocada pelo homem enquanto for um pouco inacessível e desconhecida.
Embora a minha forma muito deficiente só tenha servido para atrasar muito mais o Sílvio e o Joel, habituados a andar mais depressa, foram uma excelente companhia ajudando e encorajando sempre, sem eles teria desistido muito cedo ... bem hajam amigos ...
A maior parte dos créditos das fotografias são do Sílvio, já que para pedalar o mais rápido possível até me inibia de tirar a máquina fotográfica da mochila ... e as que tirei .. não me enchiam as medidas... mesmo assim acho que as fotografias apenas dizem uma parte do que foi este passeio, as cores, os cheiros, os sabores, a água fresca bebida nas fontes não se consegue captar numa fotografia por mais pixeis que tenha ela .... só indo lá ao local apreciar o que digo .. vão também ....vão ver que gostam...

Abraço e boas pedaladas e até á próxima aventura
João Vaitu63